Nova Lei Orgânica da Polícia Civil de SP tem prazo para nova análise por governador Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está em uma corrida contra o tempo para implementar mudanças voltadas às polícias civil e militar antes do início das limitações impostas pelo período eleitoral. De acordo com a legislação, ele tem até o dia 4 de abril — 180 dias antes das eleições — para promover ajustes orçamentários. Essa medida é necessária tanto para viabilizar o reajuste previsto para a Polícia Militar do Estado de São Paulo quanto para possibilitar uma eventual aprovação da Lei Orgânica pleiteada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.

As alterações direcionadas à Polícia Militar encontram-se em estágio mais adiantado. Trata-se de dois projetos que podem ser encaminhados, de forma conjunta ou separada, à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: um voltado à organização de um plano de carreira e outro relacionado ao reajuste de remuneração. Ambos já estão sob análise da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes, e seus detalhes também são avaliados pela Secretaria da Fazenda e pela Secretaria da Segurança Pública.

Governador Tarcísio tem até dia 04 de abril para promover mudanças estruturais na Polícia Civil


Em relação ao reajuste, um representante da categoria declarou que há, internamente, a expectativa de “um bom aumento salarial”. Já o deputado estadual Major Mecca, ligado à área da segurança pública, afirmou que o ponto central das tratativas com a Secretaria da Fazenda ainda é a definição do percentual, destacando a defesa de um reajuste que atinja, ao menos, dois dígitos.

O último aumento concedido às polícias Civil e Militar ocorreu em 2023, no primeiro ano da gestão do governador Tarcísio de Freitas. Na ocasião, foi sancionado, em junho, um reajuste de 20,2%, com início de vigência em julho. O Palácio dos Bandeirantes sustenta que, ao considerar também o reajuste aplicado em 2022, ainda durante o governo de Rodrigo Garcia, de cerca de 25%, a valorização salarial da categoria ultrapassa 40% nos últimos anos.

No caso da Polícia Civil, o cenário é mais indefinido. No dia 3, a atual gestão instituiu um novo grupo de trabalho com o objetivo de elaborar a proposta de regulamentação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis no estado. Nesta semana, ocorreu uma reunião entre a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e representantes da categoria, que apresentaram um novo projeto — ainda considerado complexo para tramitar pela Secretaria da Fazenda e pela Casa Civil dentro do prazo até 4 de abril, além da necessidade de aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Para auxiliar nas negociações, foram acionados representantes da Polícia Civil, o secretário Osvaldo Nico e o Delegado-Geral Arthur Dian. A expectativa é de que uma nova versão do documento seja apresentada em breve.

Em nota, o Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo declarou que a criação de um novo grupo de trabalho “desconsidera todo o histórico de debates já realizados e, de forma ainda mais preocupante, deixa de incluir representantes da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) na composição oficial”. Vale lembrar que um grupo anterior vinha discutindo a mesma minuta da Lei Orgânica há aproximadamente um ano.

Na quarta-feira (11), a alta cúpula da segurança pública paulista participou de uma reunião na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e indicou o encaminhamento de medidas voltadas à Polícia Militar. Estiveram presentes o secretário Osvaldo Nico e o secretário-executivo, coronel Henguel Pereira. Segundo Henguel, já há sinais iniciais de insatisfação dentro das instituições, o que motivou uma reunião recente com o governador Tarcísio de Freitas. De acordo com ele, o próprio governador demonstrou preocupação com o tema e solicitou atenção especial ao assunto, considerando o prazo disponível. Assim, destacou a necessidade de protocolar as propostas até o dia 4, para viabilizar sua votação dentro do período permitido.

A urgência aumentou após a convocação de uma reunião com comandantes das polícias. A coluna informou que oficiais procuraram gabinetes de deputados na Alesp em busca de atendimento a demandas básicas da corporação, como coletes, uniformes e coturnos.

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