O governador do Amapá, Clécio Luís, confirmou publicamente que a contratação da banca organizadora do próximo concurso da Polícia Civil do Amapá (PC-AP) entrou em fase final.
O trâmite atual indica que assim que o contrato for assinado, o edital pode ser publicado a qualquer momento. A expectativa de bastidores é que o conteúdo do referido documento saia muito em breve, com aplicação das provas estimadas para o segundo semestre. A declaração do governador do Amapá foi feita na última quarta-feira (17), em entrevista concedida ao podcast CharlieCast.
O cenário atual: 8 bancas na disputa
O processo de escolha está afunilando. Informações da Secretaria de Estado da Administração (Sead-AP) indicam que cerca de oito instituições enviaram propostas para organizar o certame.

(Foto: Polícia Civil do Amapá – divulgação)
Grandes gigantes do mundo dos concursos estão no páreo, o que exige do candidato versatilidade no estudo pré-edital. Entre as principais cotadas estão:
- Cebraspe (conhecido pelo modelo certo/errado e alto nível de cobrança);
- Fundação Carlos Chagas (FCC) (tradicional por focar na literalidade da lei e textos densos);
- Fundação Cesgranrio;
- Instituto AOCP;
- IDCAP.
Vagas e cargos previstos
O concurso PC-AP tem como objetivo principal a recomposição do quadro e o fortalecimento do policiamento judiciário no estado. Estão previstas 295 vagas para Cadastro de Reserva, com forte tendência de nomeações ao longo da validade do certame devido à necessidade imediata de pessoal e aposentadorias previstas.
As oportunidades serão divididas entre duas carreiras de peso, ambas exigindo nível superior:
| Cargo | Vagas Previstas (CR) | Requisitos Principais |
| Oficial Investigador | 250 vagas | Nível Superior em qualquer área + CNH categoria “B” |
| Delegado de Polícia | 45 vagas | Bacharelado em Direito |
Vale ressaltar que o cargo de Oficial Investigador é fruto da recente reestruturação que unificou as antigas funções de Agente e Oficial de Polícia.
O que estudar enquanto o edital não sai?
O último concurso da PC-AP cobrou uma estrutura muito bem definida. Para quem vai disputar a vaga de Oficial Investigador, o segredo do sucesso está em dominar o “núcleo duro” das carreiras policiais, além das disciplinas obrigatórias do estado.
Foque em esgotar os seguintes tópicos pedagógicos:
- Conhecimentos Gerais: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico/Informática e a indispensável História e Geografia do Amapá (matéria que costuma derrubar muitos candidatos de fora do estado).
- Conhecimentos Específicos: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Especial.
Concurso PC-AP já estava na pauta do governo do estado
Em novembro do ano anterior, o governador Clécio Luís anunciou a realização de novos concursos no estado do Amapá ainda no primeiro semestre deste ano, incluindo o da Polícia Civil do Amapá.
Na ocasião, o chefe do Executivo destacou que estavam em andamento estudos voltados ao levantamento das necessidades de pessoal.
Seguindo essa linha, a secretária de Administração já havia informado que os procedimentos incluíam a realização de um novo concurso para a PC AP, especialmente em razão das saídas ocorridas na corporação, decorrentes do Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI).
A indicação era de que o certame poderia abranger, principalmente, os cargos de agente e delegado.
Fim do jejum de 8 anos
A urgência desse novo certame é justificada pelo tempo: o último concurso da PC-AP ocorreu há oito anos. Naquela época, o estado ofertou 900 vagas distribuídas entre Delegado, Agente e Oficial. Com esse intervalo longo, a necessidade de recomposição do quadro de pessoal é alta, o que aumenta a expectativa por um bom número de convocações.
Relembre o último concurso da PC-AP
Realizado pela última vez no ano de 2017, o concurso PC-AP ofertou, na época, 120 (cento e vinte) vagas para o cargo de Agente de Polícia e 60 (sessenta) vagas para o cargo de Oficial de Polícia Civil. A remuneração prevista em edital era de R$ 4.139,53 (Quatro mil, cento e trinta e nove reais, e cinquenta e três centavos), para ambos os cargos. A aplicação das provas esteve sob responsabilidade da FCC (Fundação Carlos Chagas).
Os requisitos para inscrição no certame eram:
- Diploma de graduação de nível Superior em qualquer área
de formação, expedido por instituição reconhecida pelo
Ministério da Educação; e - Carteira Nacional de Habilitação na categoria, no mínimo, ‘B”.
Além das 120 vagas imediatas, o certame ainda contou com mais 380 vagas para preenchimento de Cadastro de Reserva. Vale ressaltar que, na época, foram oferecidas vagas em disputa para a chamada Polícia Técnico-Científica (Politec) as quais 18 (dezoito) delas foram destinadas ao cargo de Perito Médico Legista, e mais 52 (cinquenta e duas) para Cadastro de Reserva. Para este cargo, a remuneração era de R$ 10.067,96 (Dez mil e sessenta e sete reais, e noventa e seis centavos).
Lembrando que o último certame da corporação foi realizado há 8 (oito) anos. Contudo, somadas as oportunidades que foram abertas para provimento imediato e as para formação de Cadastro de Reserva, o número de postos ofertados, na época, foi de 900 vagas entre os cargos de Delegado, Agentes da Polícia Civil e Oficial.
Essa tendência pode vir a se repetir devido ao considerável lapso temporal que a corporação não realiza um novo concurso para reposição de seus quadros.
Etapas do último concurso PC-AP
Para Agente Policial, foram aplicadas 06 (seis) fases avaliativas para seleção dos candidatos, sendo elas:
- 1ª Fase – Prova Objetiva e de Redação, de caráter eliminatório e classificatório;
- 2ª Fase – Exame de Aptidão Física, de caráter eliminatório;
- 3ª Fase – Exame Documental e Médico, caráter eliminatório;
- 4ª Fase – Exame Psicológico, de caráter eliminatório;
- 5ª Fase – Investigação Social, de caráter eliminatório;
- 6ª Fase – Curso de Formação Policial Profissional de caráter eliminatório e classificatório, ministrado pela Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento – AIFA.
Na prova objetiva, os candidatos responderam a 60 (sessenta) questões de múltipla escolha, com 05 (cinco) alternativas cada, divididas entre os módulos de Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos, versando sobre as disciplinas de: Língua Portuguesa, História e Geografia do Amapá, Atualidades e Informática. Já no módulo de Conhecimentos Específicos, as disciplinas cobradas foram: Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Penal e Leis Específicas do estado do Amapá. Em seguida, deveriam elaborar 01 (uma) redação em texto dissertativo argumentativo, no mesmo período da prova objetiva. Para a aprovação nesta 01ª etapa, os candidatos deveriam obter pontuação mínima ou igual a 180 (cento e oitenta) pontos a fim de prosseguirem para as próximas fases.
Supere a concorrência e saia na frente para conquistar sua vaga na PC-AP!
Se você chegou até aqui, já entendeu que passar nos concursos da Polícia Civil não é estudar tudo — é estudar o que realmente cai, do jeito certo. O problema é que muitos candidatos até sabem o que estudar, mas erram na ordem, na profundidade e na estratégia, desperdiçando meses (ou anos) de preparação sem evoluir como poderiam.
A Academia DP foi criada exatamente para resolver isso: um método focado na PC-AP, priorizando as disciplinas de maior peso, com aulas objetivas, direcionadas a atender o conteúdo exigido pelas bancas examinadoras, e pensadas para quem quer transformar esforço em aprovação. Não é só um curso, é um caminho mais curto e seguro até a sua vaga na Polícia Civil. Se você quer estudar com foco e parar de andar em círculos, a Academia DP é o próximo passo.
